Hidradenite supurativa

Tratamento clínico e cirúrgico integrado para reduzir crises, dor e cicatrizes.

Diagnóstico preciso e acompanhamento contínuo da hidradenite supurativa, com tratamento clínico e, quando necessário, cirúrgico, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Dra. Manuela Pedretti, dermatologista da Clínica QARA

Uma doença inflamatória do folículo, não uma questão de higiene.

A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica do folículo piloso que provoca nódulos dolorosos, abscessos e, com o tempo, trajetos fistulosos e cicatrizes em áreas de dobra da pele, como axilas, virilhas, região glútea e sob as mamas. As crises costumam ser recorrentes e podem ser confundidas com furúnculos ou infecções de repetição, o que atrasa o diagnóstico correto.

Na Clínica QARA, o cuidado é conduzido em equipe: a Dra. Manuela Pedretti lidera a investigação diagnóstica e o tratamento clínico, com medicações tópicas, sistêmicas e, quando indicado, imunobiológicos, enquanto o Dr. Diego Gálvez, cirurgião dermatológico, atua nos casos em que a doença já avançou para trajetos fistulosos e cicatrizes que não respondem apenas ao tratamento medicamentoso. Essa combinação permite que o plano de cada paciente seja construído conforme o estágio real da doença, sempre de forma individualizada.

O estágio orienta a escolha do tratamento.

Quanto mais cedo a doença é identificada e classificada, maior a chance de conter sua progressão e reduzir a formação de cicatrizes e trajetos mais complexos. A avaliação inclui a classificação da gravidade do quadro, que orienta a escolha entre tratamento clínico, cirúrgico ou a combinação dos dois, e evita que o paciente circule por anos entre diagnósticos equivocados.

Diagrama dos estágios de gravidade da hidradenite supurativa, de leve a grave

Condições atendidas nesta especialidade.

Exames e tratamentos são indicados somente após a consulta e variam conforme o diagnóstico, a saúde e os objetivos de cada paciente.

Estágios da doença

A hidradenite é classificada em estágios, dos nódulos isolados sem trajetos fistulosos até o comprometimento extenso com múltiplos trajetos e cicatrizes. Essa classificação orienta diretamente a escolha entre tratamento clínico, cirúrgico ou a combinação dos dois.

Tratamento clínico

Antibióticos, anti-inflamatórios, terapias hormonais e, em quadros moderados a graves, imunobiológicos podem ser indicados conforme a extensão e a atividade da doença. O acompanhamento contínuo permite ajustar o plano e monitorar a resposta ao longo do tempo.

Tratamento cirúrgico

Em lesões com trajetos fistulosos estabelecidos ou cicatrizes extensas, procedimentos cirúrgicos, que vão da abertura de lesões pontuais à excisão de áreas mais comprometidas, podem ser necessários quando o tratamento clínico isolado não é suficiente. A técnica e a extensão são definidas conforme cada caso.

Controle da dor

As crises de hidradenite costumam causar dor intensa, que interfere no sono, no trabalho e nos movimentos do dia a dia. O plano de cuidado inclui estratégias para o controle da dor durante as crises, além do tratamento da inflamação de base.

Cicatrizes e trajetos fistulosos

A doença não tratada pode evoluir para cicatrizes retráteis e trajetos que conectam lesões sob a pele, dificultando a cura e limitando o movimento em algumas áreas. Reconhecer esse padrão precocemente ajuda a definir o momento certo para avaliação cirúrgica.

Acompanhamento contínuo

Por ser uma doença crônica e recorrente, a hidradenite pode afetar a autoestima, as relações e a rotina de trabalho. O acompanhamento a longo prazo busca reduzir a frequência das crises e devolver previsibilidade ao dia a dia do paciente.

Da queixa ao plano de tratamento.

  1. 01

    Escuta e histórico

    Conversa detalhada sobre os sintomas, o tempo de evolução, os tratamentos já realizados e o impacto na rotina.

  2. 02

    Exame dermatológico

    Avaliação dirigida da pele, dos cabelos ou das unhas, com dermatoscopia quando indicada.

  3. 03

    Investigação

    Exames laboratoriais, cultura, exame micológico ou biópsia apenas quando contribuem para o diagnóstico.

  4. 04

    Plano de cuidado

    Tratamento individualizado, orientações práticas e acompanhamento da resposta ao longo do tempo.

Dra. Manuela Pedretti

Profissional desta área

Dra. Manuela Pedretti

CRM-RJ 52-8115976-3 · RQE 53939

Dermatologista pela UERJ, a Dra. Manuela conduz o diagnóstico e o tratamento clínico da hidradenite supurativa, incluindo o manejo de terapias sistêmicas e imunobiológicas.

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Cuidado em equipe.

Onde as lesões costumam aparecer.

As áreas de dobra concentram a maior parte dos casos: axilas, virilhas, região glútea e a região sob as mamas. Reconhecer esse padrão de localização ajuda a diferenciar a hidradenite de furúnculos isolados e de infecções de repetição.

O diagrama é ilustrativo. A distribuição das lesões varia entre pacientes e é confirmada no exame dermatológico.

Diagrama das localizações mais comuns da hidradenite supurativa: axilas, virilhas e região glútea

O que saber antes de agendar.

Hidradenite supurativa é causada por falta de higiene?

Não. A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória do folículo piloso, e a higiene não tem relação com sua causa. Entender isso é importante para reduzir o estigma associado à doença e buscar o tratamento adequado sem demora.

Hidradenite supurativa é contagiosa?

Não. Apesar de as lesões poderem lembrar abscessos infecciosos, a hidradenite supurativa não é causada por um agente infeccioso e não se transmite de uma pessoa para outra.

Quando a cirurgia é indicada, em vez do tratamento clínico isolado?

A cirurgia costuma ser considerada quando já existem trajetos fistulosos estabelecidos ou cicatrizes extensas que não respondem apenas à medicação. A decisão é sempre conjunta entre a avaliação clínica e a cirúrgica, conforme o estágio da doença.

A hidradenite pode voltar depois da cirurgia?

Pode, especialmente se a doença permanecer ativa em outras áreas ou se o tratamento clínico de base não for mantido. Por isso, o acompanhamento clínico continua após o procedimento cirúrgico, para reduzir o risco de novas crises.

Como a hidradenite supurativa afeta a rotina do dia a dia?

As crises podem causar dor, limitar o movimento e afetar o sono, o trabalho e a autoestima, especialmente quando a doença ainda não foi reconhecida ou tratada adequadamente. O acompanhamento contínuo busca reduzir a frequência e a intensidade das crises ao longo do tempo.

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