Dermatite atópica

Controle das crises e da coceira que interrompe o sono.

Diagnóstico e acompanhamento contínuo da dermatite atópica em crianças e adultos, com restauração da barreira da pele e controle da inflamação, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Dra. Manuela Pedretti, dermatologista da Clínica QARA

A coceira e a barreira da pele alimentam o mesmo ciclo.

Na dermatite atópica, a barreira cutânea perde água com mais facilidade e permite maior contato com irritantes. Ao mesmo tempo, vias do sistema imunológico mantêm a inflamação e a coceira ativas. Coçar agrava a barreira e realimenta esse ciclo, o que explica por que tratar apenas a crise, sem cuidar da pele entre elas, costuma render alívio de curta duração.

A doença não é contagiosa e não resulta de higiene inadequada. A intensidade varia de um ressecamento leve e localizado a quadros extensos que interferem no sono, na atenção e no desempenho escolar ou profissional. A apresentação também muda com a idade: bebês costumam ter lesões na face e nas superfícies externas dos membros, crianças maiores nas dobras de cotovelos e joelhos, e adultos podem ter mãos, face, pescoço ou doença mais disseminada.

Na Clínica QARA, em Copacabana, o cuidado combina três frentes: restaurar a barreira da pele, controlar a inflamação e identificar os fatores que desencadeiam as crises. O plano é individual e revisto ao longo do tempo, conforme a fase da doença, a idade do paciente e as estações do ano — e as consultas de retorno servem também para revisar a técnica de aplicação dos produtos, que muda o resultado mais do que se costuma imaginar.

Condições atendidas nesta especialidade.

Exames e tratamentos são indicados somente após a consulta e variam conforme o diagnóstico, a saúde e os objetivos de cada paciente.

Diagnóstico e diagnósticos diferenciais

O diagnóstico é principalmente clínico e considera a distribuição das lesões, a idade de início, a frequência das crises e os tratamentos já usados. Dermatite de contato, escabiose, psoríase, micose e dermatite seborreica podem se parecer com eczema, e diferenciá-las é o que define o tratamento correto.

Restauração da barreira da pele

Hidratação regular e cuidados de banho adequados reduzem a perda de água e a entrada de irritantes. É a base do tratamento e o que sustenta o resultado entre as crises — não apenas uma medida complementar.

Controle da inflamação

Medicações tópicas anti-inflamatórias e imunomoduladoras controlam a inflamação nas áreas afetadas. A escolha do produto, a potência e o tempo de uso variam conforme a região do corpo, a idade e a intensidade do quadro.

Terapia sistêmica

Quadros extensos ou que não respondem ao tratamento tópico podem indicar medicação sistêmica. A indicação considera o histórico, a extensão e a resposta anterior, e alguns medicamentos exigem exames antes do início.

Gatilhos e testes de alergia

Registrar quando as crises acontecem — mudanças de clima, suor, tecidos, produtos novos — ajuda a identificar padrões individuais. O teste de contato é indicado quando há suspeita de alergia a substâncias aplicadas na pele; exames alimentares indiscriminados podem produzir resultados sem relevância clínica.

Sono, rotina e qualidade de vida

A coceira pode interromper o sono e afetar humor, atenção e convívio. O acompanhamento considera esse impacto, e não apenas o aspecto da pele, porque noites maldormidas costumam intensificar a percepção da própria coceira.

Da queixa ao plano de tratamento.

  1. 01

    Escuta e histórico

    Conversa detalhada sobre os sintomas, o tempo de evolução, os tratamentos já realizados e o impacto na rotina.

  2. 02

    Exame dermatológico

    Avaliação dirigida da pele, dos cabelos ou das unhas, com dermatoscopia quando indicada.

  3. 03

    Investigação

    Exames laboratoriais, cultura, exame micológico ou biópsia apenas quando contribuem para o diagnóstico.

  4. 04

    Plano de cuidado

    Tratamento individualizado, orientações práticas e acompanhamento da resposta ao longo do tempo.

Dra. Manuela Pedretti

Profissional desta área

Dra. Manuela Pedretti

CRM-RJ 52-8115976-3 · RQE 53939

Dermatologista pela UERJ, a Dra. Manuela dedica sua atuação à dermatite atópica, à psoríase, às doenças autoimunes da pele e à hidradenite supurativa.

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O que saber antes de agendar.

Dermatite atópica tem cura?

É uma condição crônica, que costuma alternar períodos de melhora e de crise. Embora não se fale em cura definitiva, o controle adequado pode reduzir a frequência das crises e os sintomas do dia a dia.

Dermatite atópica é contagiosa ou causada por falta de higiene?

Não. A doença resulta de uma combinação de barreira cutânea alterada e resposta imunológica, com participação variável de genética, microbioma e ambiente. Não passa de uma pessoa para outra e não é causada por higiene inadequada.

Preciso fazer teste de alergia?

Não em todos os casos. O teste de contato é indicado quando há suspeita de alergia a alguma substância aplicada na pele. Já exames alimentares pedidos de forma indiscriminada costumam produzir resultados sem relevância clínica, por isso a investigação é definida caso a caso.

Preciso cortar alimentos da dieta?

Restringir alimentos sem confirmação médica pede cautela, especialmente em crianças: dietas desnecessárias podem comprometer a nutrição sem melhorar a pele. Qualquer suspeita de gatilho alimentar deve ser avaliada de forma estruturada junto ao médico.

Estresse pode piorar a dermatite atópica?

Fatores emocionais podem influenciar as crises, embora não sejam a causa da doença. Por isso o cuidado também considera sono, rotina e bem-estar emocional, com apoio multidisciplinar quando indicado.

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