Cabelos e couro cabeludo

Descubra a causa da queda antes de escolher o tratamento.

Consulta com exame do couro cabeludo e tricoscopia (ampliação dos fios e folículos) para investigar alopecias, queda e sintomas locais.

Dra. Diana Stohmann, dermatologista especialista em tricologia

Queda de cabelo não é um diagnóstico único.

A perda dos fios pode estar relacionada a fatores genéticos, hormonais, autoimunes, inflamatórios, nutricionais ou a eventos recentes de saúde. Condições diferentes podem produzir sintomas muito semelhantes, e mais de uma causa pode coexistir na mesma pessoa.

Por isso, tratar a queda sem investigar a origem pode adiar o cuidado adequado. Identificar o tipo de alopecia é o que orienta a escolha do tratamento e ajuda a construir expectativas realistas sobre a resposta.

A consulta combina histórico clínico detalhado, exame do couro cabeludo e tricoscopia, a observação dos fios e folículos com ampliação. Exames laboratoriais ou biópsia podem ser solicitados quando ajudam a esclarecer a causa.

Condições avaliadas.

O tratamento depende do diagnóstico e pode envolver medidas clínicas, medicamentos tópicos ou orais e procedimentos realizados no couro cabeludo.

Alopecia androgenética

Afinamento progressivo dos fios e redução da densidade capilar, de origem genética e hormonal, que pode afetar homens e mulheres em padrões diferentes. A investigação costuma incluir a tricoscopia, e o tratamento busca desacelerar a progressão e preservar os fios existentes, conforme avaliação individual.

Eflúvio telógeno

Queda difusa e geralmente temporária que pode surgir semanas ou meses após estresse intenso, doenças, cirurgias, parto ou alterações nutricionais. A avaliação procura identificar o gatilho e afastar outras causas de queda; exames laboratoriais podem ser solicitados quando ajudam a esclarecer o quadro.

Alopecia areata

Queda em áreas delimitadas, muitas vezes arredondadas, associada a um processo autoimune em que a inflamação atinge o folículo sem destruí-lo. O diagnóstico costuma ser clínico e tricoscópico, e o tratamento é ajustado conforme a extensão das áreas e a atividade da doença.

Alopecias cicatriciais

Grupo de doenças inflamatórias em que o folículo pode ser substituído por tecido cicatricial, com risco de perda definitiva dos fios na área afetada. Por isso, o diagnóstico precoce, muitas vezes com apoio da biópsia do couro cabeludo, é importante para orientar o controle da inflamação.

Doenças do couro cabeludo

Dermatite seborreica, psoríase, infecções e quadros de coceira ou descamação persistente que incomodam no dia a dia e podem interferir na saúde dos fios. O exame do couro cabeludo e a tricoscopia ajudam a diferenciar essas condições, e o tratamento é direcionado à causa identificada.

Transplante capilar

Restauração cirúrgica indicada em casos selecionados, após avaliação do diagnóstico, do padrão de perda e da qualidade da área doadora. Na técnica FUE (extração de unidades foliculares), os folículos são retirados individualmente e implantados nas áreas de rarefação, conforme planejamento individual.

Recursos escolhidos conforme cada caso.

A tricoscopia permite observar, com ampliação, sinais que não aparecem a olho nu: variações na espessura dos fios, sinais de inflamação e padrões que ajudam a diferenciar os tipos de alopecia. Também serve para acompanhar a evolução ao longo do tratamento, de forma objetiva.

Conforme o diagnóstico, o cuidado pode incluir tratamentos tópicos e sistêmicos, intradermoterapia (a aplicação de medicamentos diretamente no couro cabeludo), microagulhamento, laser, biópsia quando necessária e acompanhamento fotográfico.

O objetivo é tratar a causa, reduzir a progressão e avaliar a resposta ao longo do tempo, sem protocolos iguais para todos, porque cada quadro pede uma estratégia própria.

Procedimento capilar realizado no couro cabeludo
Dra. Diana Stohmann

Especialista responsável

Dra. Diana Stohmann

CRM-RJ 52-1305301 · RQE 57357

Dermatologista com pós-graduação em Dermatologia e fellow em Tricologia pelo Instituto Professor Rubem David Azulay. Atua em doenças dos cabelos e transplante capilar pela técnica FUE.

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Dúvidas sobre queda capilar.

Queda de cabelo em mulheres também pode ser genética?

Sim. A alopecia androgenética também ocorre em mulheres e costuma produzir afinamento progressivo, frequentemente mais difuso do que no padrão masculino. A avaliação também investiga fatores hormonais e outras causas que podem se somar ao quadro.

Quando a biópsia do couro cabeludo é indicada?

A biópsia (retirada de um pequeno fragmento do couro cabeludo para análise) pode ser útil quando o exame clínico e a tricoscopia não esclarecem o diagnóstico, ou quando há suspeita de alopecia cicatricial e outras doenças inflamatórias.

Todo paciente com calvície pode fazer transplante?

Não. Antes de indicar o transplante, é necessário avaliar o diagnóstico, a estabilidade da queda, a qualidade da área doadora, as expectativas e as condições clínicas. Em alguns casos, o tratamento clínico vem antes ou acompanha a cirurgia.

Quanto tempo leva para ver resultado do tratamento da queda de cabelo?

Varia conforme o diagnóstico e o tratamento escolhido. O ciclo de crescimento dos fios é naturalmente lento, e a resposta costuma ser avaliada ao longo de meses, em consultas de acompanhamento, muitas vezes com apoio de fotografias e tricoscopia comparativa.

Preciso fazer exames de sangue para investigar a queda de cabelo?

Nem sempre. Exames laboratoriais podem ser solicitados quando a história clínica ou o exame sugerem fatores hormonais, nutricionais ou doenças associadas contribuindo para a queda. A necessidade é definida na consulta, conforme avaliação individual.

A consulta pode ser feita por telemedicina?

Algumas orientações e acompanhamentos podem ser realizados online, mas a tricoscopia, a biópsia e o planejamento de procedimentos exigem avaliação presencial.

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